Mas ao discutir se a mãe estabelece ou não sua individualidade, precisamos também questionar o seguinte: que tipo de sacralidade atribuimos a esse papel de "mãe" que ela nem sequer tem a oportunidade de pensar em sua própria individualidade? Ou seja, se culturalmente definimos a mulher não como um indivíduo, mas primeiro como mãe, depois como esposa e, em seguida, como filha, não estaremos assumindo desde o início a responsabilidade de a mãe cuidar da sua própria vida? Isso parece ser um problema não apenas da mãe, mas de um sistema que cria os padrões desses papéis.